quarta-feira, 13 de novembro de 2013

ROBERTO CARLOS VERSUS BIOGRAFIAS: ATÉ TU REI PENSA ASSIM?


Até Tu Rei? A visão do rei Roberto Carlos sobre o embate da publicação das biografias.
Ao observar a declaração do egrégio “Rei” da música popular brasileira, Roberto Carlos sobre as divergências da questão da publicação de biografias. Ver-se o quanto a nação “brasilis” tateia e se encontra eqüidistante em vários contextos, de uma nação “primeiro-mundista”.
Em declaração publicada em notas de uma revista semanal de âmbito nacional, o rei Roberto Carlos diz:
“O biografo pesquisa uma história que está feita pelo biografado. Ele não cria a história, narra àquela história que não é dele, que é do biografado, mas, a partir de quando escreve, ele passa a ser dono daquela história. Isso não é certo.” (Revista Veja 09.11.2013)
Ao analisar a visão de Roberto Carlos sobre o que é História, assevera-se que essa nação está longe, bem distante de se constituir num país Hegemônico, de Primeiro-Mundo.
A identidade, a memória e, sobretudo, a História se apresentam como espaços primordiais para estruturação, fortalecimento e identidatização de uma nação. Não obstante, ao ver um cidadão que ao menos em tese se acredita não ser indouto. Longe de se aferir o quociente de inteligência do mesmo, mas tal declaração infausta do rei expõe, as vísceras culturais do Brasil, esse país está longe de ter um “Futuro” promissor.
Não obstante, rei Roberto, tentar-se-á esclarecer algumas questões situadas em sua fala: 1- a História é a “mater” de toda a expressão do saber e conhecimento. 2- Há uma inversão de valores quanto à criação e a criatura em sua sapiência, é todo o ser que deveria se sentir agraciado ao ser biografado. E não o biógrafo que deveria solicitar obséquio para imortalizar um determinado ser expressivo ou não. 3- Nada, nem ninguém são algo ou alguma coisa sem que obtenha o crivo e “existenciação” criacionista de um Historiador. 4- Sem a História um ser ou uma nação passa do nada a inexistência em pouco tempo... Entre outros.
Desta feita, o biografado não tem história, tem apenas uma singela memória, na qual, ao se voltar a tornar pó, deixará de ser e existir. É a História que dar vida e existência ao homem. A saber, o filme, “Narradores de Javé” se configura como um bom referencial sobre essa tratativa. O que não é certo e se deparar com essa logorréia régia.
Contudo, a História forja, oculta, estabelece uma existencialidade sem a qual findado a passagem terrena, ou mesmo um corpo em vida divagante, qualquer ser se torna “um caco no meio de outros cacos”. Temos que “dar a César o que é de César” e “dar a Deus o que é de Deus”. Demos a História o de que, de sua real valoração.
Assim sendo, longe de arvorar-se que essas parcas e singelas linhas alcancem o notável de renome nacional –a consciência de nossa insignificância é bem convicta- no entanto, na condição de ter-se a formação na referida área do conhecimento; a mestra História, não poderia deixar de refletir e expor essas humildes expressões a cerca da mentalidade aqui debatida. Só uma elite, um povo “desprovido de inteligência” não valoriza sua História.
Portanto, enquanto esse país não compreender o que representa a História e seus profissionais na constituição da identidade, cultura e nacionalidade de seu povo, essa nação não terá futuro. Estará sempre amargando uma inópia existencial. Assim sendo, ATÉ TU REI PENSA ASSIM? És indouto da valoração da História?

terça-feira, 12 de novembro de 2013

COMO? AMERICAN FOOTBALL EM NOVA RUSSAS!?


United States of Sobral que nada; mas sim, United States of Nova Russas

Em viagem a trabalho nesse fim de semana ultimo, deparei-me com certo evento que me inferiorizou, “jogou um balde d’água” no orgulho evolutivo sobralense.
Comumente ver-se em Sobral, um processo ideológico histórico que se objetiva o título de vanguarda nos feitos e realizações da municipalidade e certos grupos sociais locais, sobretudo, por parte do elitismo essas conceituações.
Não obstante, dentre as referencias e simbologias que identificam uma cultura de distinção na cultura sobralense, está sempre seguir e ter como modelo os principais centros internacionais desenvolvimentista. Quem nunca viu e ouviu citar-se a expressão “United States of Sobral”, obras como o Centro de línguas no qual, alunos da rede pública de ensino estudam em especial a língua inglesa - mesmo sendo centro de línguas, o inglês é priorizado-, o Beco do Cotovelo que foi transformado em “Elbow Street”, no passado bem recente via-se circular pelas ruas de Sobral, os School Bus entre outros.
No entanto, nada do que foi exposto acima, de todos os esforços para se demonstrar uma identidade primaz na sobralidade foi-se suficiente para não ver diminuído o título de “Estados Unidos de Sobral”. Pois, doravante, o que fica posto é; United States of Sobral que nada, e, sim, United States of Nova Russas. Contudo, por que Estados Unidos de Nova Russas? Qual um dos esportes que bem simbolizam a sociedade Norte-Americana? Dentre muitos poder-se-ia destacar vários, porem, é o American Football ou futebol americano sem dúvida está nesse roll. Pois, não é que numa cidade do interior do Brasil, interior do Nordeste, interior do Ceará, sim em Nova Russas tem uma galerinha praticando e com equipes formadas jogando em pleno rincão do semiárido, futebol de campo? Que nada, American Football. Tenho que reconhecer que, se há não é de meu conhecimento, mas nem em Sobral, vi tal expressão da aculturação norte-americana na “Princesa do Norte”, bem simbólica. Pois, praticar esse esporte bem eminentemente estadunidense a meu ver, coloca no roll das cidades americanizadas, a bucólica Nova Russas-Ce. Digo melhor, United States of Nova Russas.


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

REFLETINDO


PENSE NISSO!
 Ora, construir hospitais, estádios, aquários, escolas, casas, banheiros, cisternas entre outros..., ora, ora isso é moleza; que os digam meus amigos Vicente, Demontier e Peçanha. Mesmo não tendo “anel no dedo”, já os têm muitos tijolos agrupados em anos de labuta. Quero ver e construírem-se pontes imaginárias para unir nações, etnias; forjar ideologias á mudar pensamentos, costumes, “tradições”; estabelecer novos paradigmas capazes de transformar posturas, mundos, vidas. Isto sim seria discurso producente, envolvente e que empolga as novas gerações, os povos ou nação.

 
 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

SOBRE A PROBLEMÁTICA DO SAAE-SOBRAL


Sobre a problemática do abastecimento regular de água de Sobral


   Comumente observamos em âmbito geral nossos agentes e autoridades públicas “acharem” que o povo é desprovido de inteligência; em Sobral ao que parecem, esses, têm certeza.
Mediante as dificuldades administrativas e financeiras observadas no SAAE-Sobral, nos últimos tempos, veio-me “cá com meus botões”, as seguintes indagações: Qual a qualidade dos produtos químicos utilizados pelo SAAE? Será que tem qualificação e certificação confiável e de alta qualidade? Será que não estão tendo que economizar na compra desses produtos? Em razão do auto teor cloro-odorífero, veio-me esta dúvida. Parafraseando o notável radialista sobralense, Izaías Nicolau; “Com a palavra o sr. Silvestre.”
Do mesmo modo, outro questionamento suscitado é que, foi asseverado por um determinado edil da cidade, uma provável sabotagem no abastecimento regular de água disponibilizado e administrado pela autarquia municipal, serviço de água e esgoto-SAAE-Sobral. Pois, sua excelência Sr. Vereador Carlos do Calisto, vai à dica, entre com um pedido de abertura de CPI da Sabotagem aqüífera de Sobral.
No entanto, o ex-vereador Marco Prado tentou viabilizar uma CPI no mesmo órgão na legislatura passada, haja vista, possíveis desvios de conduta administrativa na referida autarquia. Porem, esse teve seu intento negado. Quiçá, se outrora tal CPI tivesse sido realizada as problemáticas no SAAE não teriam sido sanadas. Não será um bom momento para repensar e realizar tal comissão?
Não obstante, Vereador Valfredo Linhares (Fredim-Pv), não seria de bom alvitre vossa excelência reformular e protocolar tal comissão parlamentar de inquérito? Fica nossa dica e colaboração para uma possível resolutibilidade do caso, água odorífera de Sobral.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O PORQUÊ O BRASIL TEM TUDO PRA NÃO DAR CERTO...


Esboço sobre o porquê, de o Brasil ter tudo pra não dar certo.
 
 O implacável aumento da criminalidade esmaga o sistema de justiça criminal, ele mesmo corrompido pela barganha cínica de apelações, pela persistência de duplos critérios raciais e, por outro lado, pelas tentativas mal orientadas de substituir um regime punitivo por outro terapêutico.
Graças a uma clemência inoportuna, criminosos renitentes conseguem sair mais cedo da prisão e retornam as suas depredações aparentemente sem que a perspectiva de voltar ao cárcere os detenha.
De certa forma, o sintoma mais perturbador é o recrutamento de crianças para a cultura do crime. Sem a perspectiva de um futuro, elas não escutam os apelos da prudência, muito menos da consciência. Elas sabem o que querem, e querem agora. Adiamento de gratificações, planejamento para o futuro, acumulação de créditos educacionais não significam nada para essas crianças de rua prematuramente endurecidas pela vida. Como esperam morrer jovens, elas também não se impressionam com sanções penais.
Ao depararmos com as reflexões supracitadas, o leitor pode pensar que está se tergiversando sobre a realidade da justiça, criminalidade, juventude e criança, ou mesmo da instabilidade psíquica coletiva atual do Brasil, do Ceará ou mesmo de Sobral, porém, essas são reflexões de Christopher Lasch em seu trabalho “A Rebelião das Elites e A Traição da democracia”.
Não obstante, Lasch discute sobre a sociedade norte-americana da década de 1990, como se pode aferir, uma sociedade em plena ebulição das problemáticas sociais coletivas. Isto posto, esta se constitui como sociedade “modelo” para a sociedade brasileira como tocante, as questões de consumismo, educacionais, políticas econômicas e sociais enfim, como modelo de desenvolvimento.
Contudo, necessitamos urgentemente de conforme preconiza Lasch, uma nova forma de pensar a sociedade, uma terceira via de pensar as diferentes concepções político-econômico-sócio-educativo nacionais, estaduais e municipais. Todas as ideologias articuladas e pensadas desde o princípio até o presente momento, não conseguiram corresponder às perspectivas e anseios dos seres humanos em âmbito geral e individual. Assim, Os Estados Unidos da América não constitui como modelo de desenvolvimento haja vista, eles mesmos não conseguiram dar vazão as suas perspectivas.
Portanto, pensar uma United States Of Sobral, é seguir um modelo fadado ao fracasso, trilhar caminhos que sai de nenhum lugar, á lugar nenhum. Por isso, ao deparar-se com o modelo adotado de desenvolvimento da sociedade em nossa cidade, nosso Estado e a nossa Nação têm-se a convicção de que O BRASIL TEM TUDO PARA NÃO DAR CERTO.
 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A História oral


A História oral: suas reflexões e caminhos da oralidade.

 Os procedimentos metodológicos que se realizam para o bom aproveitamento de uma entrevista, são variados e não se resumem apenas a coleta da fala do depoente, vamos nessas parcas linhas discorrer sobre os espaços e rumos para uma constituição de uma boa entrevista.
Com a tomada da fala do depoente é necessário a materialização da entrevista por meio da transcrição, “transcriação” e a finalização do projeto com a devolução ou retorno social do projeto e da entrevista para o depoente, como também, para a sociedade.
No tocante a transcrição, procura-se transcrever a fala para a escrita de forma a se observar todas as nuanças de som, voz, fala, gírias e a forma tal qual falada pelo entrevistado. Objetivando atentar também aos sinais e silêncios corporais na entrevista. Por conseguinte, a transcriação se caracteriza pela correção e “enxugamento” das falas, gírias e sons surgidos, na tentativa de se constituir uma melhor linguagem e facilitação de leitura e interpretação do depoimento, para o leitor e os pesquisadores do trabalho realizado da entrevista.
Contudo, para o trabalho de publicação da entrevista se faz necessário a autorização do entrevistado, a plena ou parcial, publicação do conteúdo da entrevista. Conquanto, compete ficarem explícitas na carta de autorização, as observações quanto aos limites e tempo da divulgação das citações, e, outras indagações que forem pertinentes quanto ao conteúdo do depoimento.
Não obstante, o desenvolvimento da entrevista deve ser procedido de seleção testemunhal, lugar e roteiro da entrevista. A depender do tipo de pesquisa que se proponha, faz-se necessário priorizar idade, grau de instrução, condição social e observar limites de tempo da entrevista entre outros. Isto posto, a ambientação da entrevista deve ser bem ponderada, utilizando-se um espaço em que o entrevistado se sinta confortável, melhor ainda, deixando que o mesmo faça a escolha do melhor ambiente para a entrevista. Outro ponto relevante, é o roteiro da entrevista, constitui-se importante desde que o roteiro possa servir de consulta para entrevista, não sendo interessante o entrevistador se prender a questionário que possa metrificar ou tornar a coleta do depoimento tendenciosa, direcionada e preza as perguntas, sem que se deixe fluir, normalmente a exposição do entrevistado.
Assim sendo, a História Oral requer responsabilidades quanto aos procedimentos da entrevista. A ética do entrevistador é fundamental para retrabalhar tanto a entrevista, como o entrevistado. Não havendo o mau uso do depoimento, afim de que não haja reivindicação do depoente no tocante, a publicação.
Desta feita, há de se considerar a individualidade, igualdade e diferenciação de relatos de cada entrevistado. A História Oral se constitui como o ato de contar sobre o passado no qual, o ser humano por meio da memória relata as lembranças de outrora, podendo ser as recordações semelhantes, contraditórias ou sobrepostas. Jamais se encontrando uma memória tal qual, outra.
Enfim, a História Oral se constitui como a ferramenta pela qual se procura “reconstituir” um passado que nos remonta a contradições e lutas importantes para a memória da humanidade. Cabe ao pesquisador-Historiador analisar os imaginários coletivos dos diversos grupos sociais, -em se utilizando da oralidade- “dar voz” as memórias e lembranças “subterrâneas”, subalternas.
 
 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O que é feito dela? E o que você faria com ela?


Sobre Renda per Capita de Sobral; o que é feito dela? E o que você faria com ela?













Comumente nos deparamos com a “convincente” idéia de que o erário é insuficiente para atender as necessidades básicas e “avançadas” da população em geral. Será que essa afirmatização condiz com a realidade? Os impostos no Brasil são realmente escassos e insuficientes? Essas serão as reflexões inerentes a esse sucinto trabalho.
Senão, se se deparando com o quinhão total da renda Per Capita de Sobral de R$: 12.472,49; essa nos faz refletir sobre os seguintes questionamentos: o que é feito pelo poder público dessa renda Per Capita? O que um ser humano individualmente faria com essa renda sem que esse recurso tivesse que perpassar pelo Estado? A somatização de R$: 12.472,49 (dados 2012 IBGE) não dariam para compreender as resolutibilidades básicas de cada ser humano individualmente? Vamos problematizar essas questiúnculas e refletir sobre as possibilidades de solucionamentos para essas e outras possíveis indagações referente à renda Per Capita municipal.
Desta feita, vamos observar de antemão a somatízação dessa renda em âmbito nacional que é de US$: 11.875 (dados 2012 IBGE), a renda Per Capita do Estado do Ceará perfaz: R$: 9.216 (dados 2010 IBGE). Porem vai-se direcionar para a questão municipal; observando como, o que, qual, o de que se faria ou se faz? Com os R$: 12.472,49 referentes à renda por pessoa de Sobral.
Veja quadro com dois possíveis cenários de distribuição/alocação individual da renda em debate nesse trabalho:
Nome
Cenário I- assalariado= 678 R$
Cenário II – renda média= 2.444,92 R$
Saúde
Pública
150,00
Educação ¹
Pública
650,00
Transporte ¹
279,00
613,21
Transporte ²
40,66
114,37
Moradia
300,00
600,00
Lazer
20,00
120,00
Outros
20,00
90,00
Total
659,66
2.337,58
Total sobra-remuneração
18,34
107,34
Mais-Valia renda per Capita
11.794,49
10.027,57
Renda Per Capita Sobral
12.472,49 R$

  • Descrições dos cenários: Saúde- referente ao plano de saúde particular. Educação ¹- referente à mensalidade escola privada por filho. Transporte ¹- referente mensalidade de financiamento de carro popular renda média e motocicleta renda assalariada. Transporte ²- referente a custo médio com combustível. Moradia- referente a aluguel mensal. Lazer- referente a custeio com passeio e degustação petiscos.
  • Dados meramente didáticos, referenciais e medianos, haja vista, valores variarem de região a região.
  • Cabe destacar que, a renda per capita de Sobral representa a metade da renda nacional e se configura como superior a renda Per Capita do Estado do Ceará.
  • Outros dividendos e custeios com medicação, alimentação, viagens entre outros não são referenciados em razão do cerne do trabalho centrar no campo governo-governado e serviços básicos das políticas públicas.
Por conseguinte, aferindo os dados expostos, podemos compreender e visualizar uma variedade de possibilidades de como o trabalhador, poderia melhor administrar e direcionar a remuneração mensal a duras penas conquistada. Tipo: se boa parte do trabalhador assalariado dispusesse de transporte público de qualidade –em determinadas cidades não há nem de má qualidade- seria suprimido 319,66 R$ nesse caso. E mais, em conquistando a sonhada casa própria, o mesmo também economizaria significativos 300 reais, perfazendo assim uma soma de 619 reais que bem serviriam para outros meios de direcionar essa soma.
Contudo, esse mesmo trabalhador que se utiliza de saúde e educação pública tem suprimido de sua Renda Per Capita pelo Governo Municipal, significativos R$: 11.794,49 de “mais-valia”. Recurso esse, para ser gestado em serviços e políticas públicas para o bem estar do cidadão contribuinte. Como tem alcançado essa mais-valia ao cidadão? O trabalhador tem obtido retorno dessa captação da Renda Per Capita? Os governos tem bem administrado e gerido esse recurso público?
Não obstante, em relação ao trabalhador de “renda média” essa disponibilização por parte dos governos dessa mais-valia ainda se configura mais escorchante. Em virtude da assistência por parte das políticas públicas se apresentarem ainda mais distante ou não interessante pelo cidadão de “renda média”, que vendo nos serviços públicos, algo distante daquilo que poderiam atender seus anseios, têm um custeio de R$: 2127,58 com serviços básicos como saúde, educação, transporte e moradia. Cabe destacar, que esse mesmo grupo social que dispensa essa boa soma para esses referidos serviços, utiliza-se do mecanismo equivocado, haja vista, que se rende a lógica dos governos e do capitalismo em custear esses serviços, ao invés de, utilizar outra ferramenta de menor custo, que seria obter esses serviços custeados, no setor público, ou seja, lutando por serviços e bens públicos de qualidade. Visto que, já disponibiliza uma soma bem significativa de R$: 10.027,57 de mais-valia de sua renda Per Capita.
Senão, pelas condicionantes do espaço e complexidade dessa temática, cenários variados e diferenciados não puderam, ser debatidos nessa sucinta reflexão. No entanto, tenta-se nessas parcas linhas apenas principiar outras reflexões e debates referentes ao tema em diálogo. Cenários como de cidadão que por perfazerem uma remuneração mais significativa, não tem do poder público nenhum retorno direto de sua renda Per Capita haja vista que, seja rico ou pobre todos estão contemplados nessa “planilha renditícia”. Ou seja, a renda Per Capita e uma resultante da média de todos os cidadãos independente de que espaço ocupe na pirâmide social. Diante do exposto, será que essa renda não resultaria numa melhor condição de vida para o cidadão trabalhador? Com R$: 12.472,49 o cidadão sobralense não teria outra vivencia? O trabalhador não estaria em outro patamar social? Para onde tem sido direcionada essa renda Per Capita? Essa que é real, e existe de fato. Como está sendo gerida essa renda pelos governantes? Renda essa que é uma resultante dos escorchantes impostos pagos por todos os cidadãos brasileiros.
Portanto, configura-se como ato de cidadania e responsabilidade social, o acompanhamento por parte de todos, como está sendo geridos e direcionados os recursos públicos, sobretudo, o que se tem constituído ao cidadão o de que da sua renda Per Capita. Em sendo diferente ou perdurando o atual contexto, não melhor resultaria aquilo que Marx preconizava; o “fim do Estado”? E uma “alta gestão social”? Enquanto não se alcança esse estágio; resta ver, o que é feito dela? E o que você faria com ela? A tal renda Per Capita.
 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sobre História e Memória: parte II


Aproximação e diferenciação entre História e Memória
 Os conceitos convencionados no Senso Comum de que a memória é o espaço subjetivo da História, cabendo a esta a concretude através da escrita, e que a memória vivenciada se configura como História, será à base da discussão nesse trabalho.
A memória conforme Raimundo Nonato Pereira Moreira, no sentido vulgar da expressão, seria a “presença do passado”. Contudo, apesar dessa aproximação que a memória tem com a História, as relações entre ambas são bem complexas, estabelecendo ambigüidades que no mesmo contexto, em que as vinculam também as pode separar em determinadas significações e definições.
No entanto, nos últimos tempos, com as novas perspectivas de fontes ao passo que a História se distanciava dos conceitos tradicionais positivistas, e, os Historiadores passaram a elaborar uma criticidade sobre o conceito de “verdade”. A Memória passou a servir de fonte para Historiador, passando esse a ter interesse em utilizar o espaço da memória como ferramenta e fonte inovadora para o fazer e pensar historicamente.
Desta feita, coma assimilação da crítica aos conceitos e fontes históricas, a relação História e Memória caminharam para uma condição complexa e conflituosa visto que, a memória sendo seletiva se constitui como frágil e plenamente questionável. Contudo, a utilização da memória como fonte pelo Historiador, tem que ser provida da mesma criticidade em que se observa em relação às fontes documentais. O entrevistador/Historiador tem que atentar para os silêncios, a seleção dos eventos, as condições em que a memória se utiliza para relatar os fatos de forma “real ou imaginária”. Silenciando ou pondo a tona os eventos vividos pelo ser ou pela coletividade em que esse está inserido.
Porquanto, a relação entre Memória e a História (oral) se constitui em um campo promissor para as novas perspectivas do Historiador em construir a História não apenas a partir dos relatos vivenciados pelos “heróis”, pelos “vencedores”, mas também pela óptica da História “subterrânea”, dos “excluídos”, dos vencidos enfim, por meio da confrontação e das variantes possíveis, sobretudo pela óptica dos subalternos.
 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Sobre História e Memória


Memória individual e Memória coletiva: na perspectiva de Maurice Halbwachs. 
 A História Oral e Memória vêm sendo debatida nos últimos anos, na tentativa de enfocar seu conceito afim de que possa afirmar a presença desta nos currículos e estudos nas universidades e nas escolas.
Conforme, Maurice Halbwachs, fundamenta-se o conceito de Memória como sendo originada em Memórias Coletivas, ou seja, embora exista uma memória individual, esta tem sua origem e formação nas memórias de outros espaços e seres, na comunidade, na sociedade enfim, a memória surge do externo para o interno. Isto posto, as memórias são seletivas, são acumuladas e rememorada a partir de lembranças induzidas ou não (indução por meio de um filme, foto, recorte de jornal, entre outros) que fazem com que o individuo rememore determinado evento por meio das lembranças vivenciadas na coletividade ou em espaços sociais específicos.
Contudo, visto a incapacidade de o ser humano memorar todas as ações pretéritas vividas. O ser humano em sua memória pessoal tem espaços e simbologias fortificadas forjadas na Memória Coletiva. A memória Histórica como alicerce de lembranças, seja de um pretérito vivenciado ou mesmo imaginário, forma-se advindo de construções da narrativa de determinado palco que o ser humano se reporta em suas rememorações.
Portanto, a conclusão de Halbwachs de que a memória advém de uma Memória Coletiva (conceito bem utilizado na Antropologia) se constitui como uma definição possível visto que, o indivíduo transpõe-se em um ser que convive em sociedade e que a construção de uma memória histórica própria, é uma resultante de ações vivificas na coletividade, no seio grupal, enfim, a Memória individual passa e se compor e ligar-se em meio as Memórias Coletivas.